Imortal

VIII. Quente, Úmido e Apertadinho

Imprimir

A manhã seguinte foi de grande expectativa em Kiwla. Gan havia passado a noite em claro preparando a bebida que os levaria ao Mundo dos Sonhos e o grupo despertou com a missão de mudar o destino da remota aldeia. Mesmo sabendo que na prática não poderiam ajudar, os nativos logo lotaram a frente da residência de Zarna, para apoiar os heróis e orar pela princesa.

Para o ritual, Gan contou com a ajuda de uma linda nativa chamada Nahra. Após consumirem o chá, já em estado de torpor, os aventureiros foram acomodados em um círculo pela jovem nativa. Em breve todos estariam em Onirr.

Aperto, solidão, calor e escuridão. Essas foram as condições de entrada nos sonhos da princesa. Os heróis tinham sido separados e enterrados vivos! Um belo começo. Sariel foi a primeira a se livrar da situação, com seu passo feérico. Os outros, de maneiras menos sutis, foram emergindo, um a um.

Com o grupo restabelecido, pôde-se contemplar a linda paisagem local – lápides em ruínas, névoa densa, árvores secas e retorcidas e um céu sem estrelas. De repente alguém se deu conta que estava sem sua arma, fato que logo se mostrou democrático. Mas algo os dizia que os itens estavam nos caixões. De volta à terra fofa, a surpresa: ankhegs, terríveis insetos monstruosos (no popular, baratas gigantes), surgiram das tumbas em ataque. Para completar, os aventureiros, depois de exterminarem a praga, ainda tiveram que dissecar os bichos para reaver suas armas.

Terminara uma parte da missão onírica, mas não sem antes uma promessa: ao longe o grupo pode constatar estar sendo observado por uma criatura, digamos, não muito natural: incorpórea, flutuante, e que emanava um brilho bruxuleante, tingindo de azul-claro aquele cenário tétrico.

 Leia a Enciclopédia!