Entenda o RPG
Imagine a seguinte cena:
"Hoje foi um dia de trabalho daqueles. Depois do serão, tarde da noite, você está em um circular, voltando pra casa. Restam poucas pessoas na linha, por se tratar de um horário desses: um jovem casal troca carícias nos últimos assentos; uma mulher com idade avançada e um ar de cansaço procura algo em sua bolsa; em um banco dianteiro, um homem negro, de aparência atlética e roupas de passeio carrega um sorriso no rosto - e é só.
Em dado momento da viagem, o velho ônibus enguiça. O que poderia ser pior? O motorista, visivelmente extenuado pelo dia na labuta, retira detrás de seu banco uma grande chave inglesa, desce do veículo e, com uma pancada, abre o compartimento do motor. No local da parada, a iluminação é precária e não há ninguém por perto. À direita fica uma área verde protegida por um grande muro, provavelmente de propriedade particular. Do outro lado da rua, velhas casas com ar de abandono. Adiante, a luz distante do que parece ser um botequim.
Você sai para conversar com o motorista e na volta, ainda na soleira, pode ver a seguinte cena: pela porta dianteira do ônibus, surge um bandido, apontando algo por debaixo da camiseta e anunciando um assalto. Ele é jovem e está muito nervoso - com certeza é um viciado, dada a sua fragilidade física. Pelo visto, você ainda não foi notado por ele, fato que te dá alguns segundos para pensar em uma ação."
Como você reagiria a essa situação? Pense nas alternativas – são inúmeras!
Você poderia simplesmente virar as costas e sair correndo; pular o muro e se esconder; pedir ajuda no bar; pegar seu celular e ligar para a polícia; cochichar para o motorista um plano de reação; entrar no ônibus e negociar com o bandido; pegar a chave inglesa e tentar atacá-lo pelas costas; entre outras coisas.
Porém, em qualquer uma delas, há a possibilidade de se atingir o sucesso ou não. Essa chance é determinada por muitos fatores, tais como, as condições do local, a sorte (etc.) e o mais importante: suas capacidades. Seu preparo físico o permite correr bastante, ou pular o muro com rapidez? Qual o seu poder de persuasão? Você possui frieza suficiente para golpear, com precisão, a cabeça de alguém? Você tem um celular entre seus pertences?
No RPG, a cena que acabamos de visualizar chama-se encontro; a pessoa que inventou a história e a narrou é o mestre; você é o personagem; o bandido, o motorista e os demais passageiros são personagens do mestre; a chave inglesa e o celular são itens. Logo, um RPG consiste em um exercício de imaginação, no qual uma pessoa prepara desafios e expõe a situação para outras que, através de personagens previamente criados, propõem uma solução. Para decidir se os personagens conseguem ou não resolver a tarefa, o mestre se baseia em um sistema de regras preestabelecido, faz algumas jogadas de dados e anuncia o resultado. É como em um filme, mas o enredo é construído à medida em que se joga.
Nos dias de hoje, na situação acima, o mais correto seria entregar seu dinheiro para o assaltante. Porém, um RPG não precisa (e não deve) imitar a vida real. Nele, você não sai ferido ou fere alguém. Nem fica mais burro ou mais inteligente. Você simplesmente faz-de-conta. No RPG, aliás, provavelmente seu personagem teria o poder de entrar na mente do bandido e neutralizar suas ações sem nem mesmo tocá-lo, ou se tornar invisível e desarmá-lo facilmente, afinal aqui você está limitado apenas e tão somente pela sua imaginação.
Portanto, se você está à procura de um jogo que desperta sua criatividade, ou de uma atividade que proporciona horas de muita diversão com seus amigos ou família, você veio ao lugar certo – o Arquigrafo vai te conduzir a um mundo de liberdade e fantasia, o mundo dos Role Playing Games!
Vamos sonhar juntos...?!

